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Como utilizar a VNI (Ventilação não Invasiva) em pacientes com DPOC



A doença pulmonar obstrutiva crônica, ou DPOC, é a obstrução da passagem do ar pelos pulmões provocada geralmente pela fumaça do cigarro ou de outros compostos nocivos. A doença se instala depois que há um quadro persistente de bronquite ou enfisema pulmonar. O primeiro causa um estado permanente de inflamação nos pulmões, enquanto o segundo destrói os alvéolos (estruturas que promovem trocas gasosas).


Nos últimos dez anos, a DPOC foi o 5º maior motivo de internações no Sistema Único de Saúde (SUS) e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pode se tornar a 3ª maior causa de morte no mundo até 2020.


Sinais e sintomas

  • Tosse

  • Pigarro

  • Falta de ar e fadiga

  • Catarro em excesso


Fatores de risco

  • Tabagismo

  • Histórico familiar

  • Inalação constante de gases, como fumaça de lenha e produtos tóxicos


Os pacientes com o quadro de DPOC têm necessidades especiais de ventilação. À medida que a obstrução do fluxo de ar piora e aumenta o tempo necessário para exalação, os pacientes podem sentir aprisionamento do ar, aumentando o trabalho respiratório.


O sucesso da ventilação não invasiva (VNI) dependerá da melhora da troca de gases e da redução do trabalho respiratório. A ventilação não invasiva provê assistência ventilatória sem necessidade de via aérea artificial, com o uso de máscaras na interface paciente/ventilador, sendo considerada primeira linha de tratamento da insuficiência respiratória aguda.


A VNI deve ser utilizada como tratamento de primeira escolha para pacientes com agudização da DPOC, especialmente para aqueles pacientes com exacerbação grave, caracterizada pela presença de acidose respiratória (pH < 7,35) que persiste a despeito de tratamento médico associado a oxigenoterapia controlada. O uso da VNI diminui a necessidade de intubação e reduz a mortalidade hospitalar desses pacientes.


Para pacientes com DPOC agudizada, pressão de suporte e PEEP (PS + PEEP ou inspiratory positive airway pressure, também conhecido como IPAP, nível acima da EPAP – expiratory positive airway pressure) foi o modo ventilatório utilizado na maioria dos estudos publicados até o momento, sendo por isto o modo ventilatório recomendado pela maioria dos autores. Nessa modalidade, a PS (ou IPAP) deve ser ajustada para gerar um volume corrente por volta de 6 a 8 mL/kg e freqüência respiratória (J Bras Pneumol. 2007;33(Supl 2):S 92-S 105)


Os ventiladores específicos para VNI – linha prismaVENT - têm como característica principal a presença de um circuito único, por onde ocorrem tanto a inspiração como a expiração. Uma válvula de exalação localizada distalmente é obrigatória para minimizar a reinalacão de CO2 durante a inspiração. Tolerância ao vazamento, boa sincronia paciente-ventilador e preço competitivo são as principais vantagens desses ventiladores, quando comparados aos ventiladores de UTI.


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